Slide NOVAS FORMAS
DE TURISMO
E A ROTA DA
ESTRADA NACIONAL 2
3 DE DEZEMBRO | CONFERÊNCIA

A crise chegou sem aviso a um setor que pesa 8% no produto interno bruto (PIB) português. Estamos a falar do turismo. A maleita sanitária, económica e social veio à boleia de um vírus que ainda não foi erradicado e nem sequer controlado.

A sua ubiquidade gerou um fenómeno invulgar: a procura contraiu-se quase ao mesmo tempo que a oferta. Em todo o mundo, o medo de viajar levou a cancelamento de voos e de reservas em alojamentos. A oferta turística reduziu-se abruptamente desde março de 2020, levando ao encerramento compulsivo de empreendimentos turísticos. E aqueles que não fecharam devido a confinamentos, acabaram por fazê-lo, de forma definitiva ou temporária, em resultado da quase ausência de clientes. O fenómeno, desta vez, não foi localizado. A sua origem não radicou num ataque terrorista nem num surto de ébola. A covid-19 era e ainda é global, capitalizando a sua transmissão no caráter de um mundo mais globalizado do que nunca.

A pandemia atacou um órgão vital da economia portuguesa. Poderá não matar o paciente, mas está a deixar um rasto de destruição de empresas e de empregos que obriga a repensar o turismo na fase pós-covid. O setor vê-se, deste modo, obrigado a procurar novas formas de atrair clientes, eventualmente reequacionando o modelo de turismo de massas, mais presente na muita castigada região do Algarve, e apostando mais no desenvolvimento de alternativas que realcem as características ímpares de algumas regiões portuguesas.

A Rota da Estrada Nacional 2, que atravessa 35 concelhos de norte a sul de Portugal, constitui um ponto de atração que rejeita o paradigma das massas atraídas pelo litoral. São quase 740 quilómetros, com 11 serras e 13 rios. A EN2 só é comparável à Route 66, nos EUA, e à Ruta 40, na Argentina.

As novas formas de turismo poderão ainda passar pela promoção do turismo religioso, cultural e do enoturismo das quintas durienses. Ora, o Douro poderá vir precisamente a ser um ativo de promoção ibérica, deixando para trás a lógica de nacionalizar aquilo que extravasa fronteiras e que só ganhará força no quadro de um esforço promocional luso-espanhol. Nada será como dantes, mas o debate sobre os caminhos a seguir nunca foi tão necessário.

PROGRAMA

10h00 | ABERTURA
Pedro Araújo
Editor-executivo-adjunto JN

10h05 | DEBATE

João Patrício
Diretor-coordenador responsável pelas empresas e institucionais da área sul do Banco BPI

José Teotónio
CEO Grupo Pestana

Lídia Monteiro
Diretora coordenadora do Turismo de Portugal

Luís Machado
Presidente da associação da rota EN2

MODERAÇÃO
Pedro Araújo
Editor-executivo-adjunto JN

11h20 | QUESTÕES DO PÚBLICO (via WhatsApp)

11h30 | ENCERRAMENTO