Portugal procura acelerar economia atingida pela covid

Portugal procura acelerar economia

Portugal procura acelerar economia atingida pela covid.

Este ano começou, praticamente, com um novo confinamento que só terminou em março passado, tornando ainda mais profundas as feridas causadas pela pandemia a todos os níveis. Agora, num período onde se anuncia o regresso a alguma normalidade e em que o processo de vacinação tem avançado a bom ritmo, é tempo de o país fazer contas aos prejuízos acumulados e olhar o futuro numa perspetiva de recuperação.

O programa Retomar Portugal, levado a cabo por BPI, Jornal de Notícias e TSF, com o alto patrocínio do Ministério da Economia, está de regresso a partir do próximo dia 9 de junho, depois de uma primeira edição em 2020. Todas as conferências podem ser seguidas através do sites sites JN, TSF e Linkedin do BPI. O objetivo será o de debater o estado de algumas das áreas económicas e sociais de maior relevância.

O ano anterior teve tanto de difícil como de desafiante. Como resposta à chegada da pandemia veio a notícia da entrada de fundos europeus e o consequente estabelecimento do Plano de Recuperação e Resiliência, por parte do Governo. Recentemente, a crescente progressão do plano de vacinação deverá também proporcionar uma aceleração da economia. De resto, o Fórum para a Competitividade considera até, tendo sobretudo em vista a recuperação do turismo, que as autoridades deveriam ser ainda mais céleres na administração das vacinas.

FÓRUM DE REFLEXÃO

Neste sentido, o Retomar Portugal pretende voltar a constituir-se enquanto um fórum de reflexão sobre as formas de crescimento das entidades que compõem o tecido económico nacional. Pedro Barreto, administrador do BPI, justifica a importância desta iniciativa, realçando o seu cariz positivo e enaltecendo a resiliência do empresariado português em múltiplas esferas: “A partilha das melhores práticas é uma excelente ação em todas as áreas. Nesta difícil situação de pandemia, é notável aquilo que várias empresas e instituições fizeram, em Portugal, pela rapidez com que se adaptaram e pelas decisões que tomaram”.

O sucesso obtido por este programa logo da primeira vez em que se realizou foi, segundo o administrador, a principal razão para a sua reedição agora. “No ano passado, abordamos setores muito importantes para a economia portuguesa. Essa experiência foi muito positiva e, portanto, decidimos continuar com esta parceria, de modo também a dar boas notícias”.

Ao todo, o Retomar Portugal será marcado por sete conferências. Em cada uma delas, ouvir-se-á a opinião de especialistas nas diferentes matérias em análise. Cultura, Educação, Sustentabilidade, Startups, Exportação, Ciência & Inovação e Turismo serão as temáticas privilegiadas. “Estes são temas muito importantes e onde existem boas iniciativas. Teremos membros do Governo, representantes do BPI e especialistas que tornarão estas conferências muito interessantes”, explicou Pedro Barreto.

Este evento irá estender-se até outubro e as conferências realizar-se-ão todas por via online. O primeiro painel a entrar em cena, na próxima quarta-feira (10 horas) , irá debruçar-se sobre o estado da Cultura e contará com a presença de Graça Fonseca, ministra da Cultura, Ana Pinho, presidente da Fundação Serralves, e Amarílis Felizes, presidente da Plateia.

Num altura de recuperação da economia, muito por mérito da vacinação, as conferências Retomar Portugal procurarão apontar os melhores caminhos para o futuro.

GOVERNO INCENTIVA EMPRESAS A TIRAR PROVEITO DA “BAZUCA”

António Costa apela à necessidade de recuperar o tempo perdido com a pandemia. Diz ainda que o objetivo é “recuperar o tempo perdido e ir mais além”.

O rasto de problemas deixados pela pandemia não se encontra à vista apenas em termos sanitários. De tal forma que a crise económica que Portugal atravessa está no centro das preocupações do Governo, conforme reconheceu António Costa recentemente. “Agora, que já estamos em fase avançada de vacinação e que podemos encarar com mais confiança o controlo da pandemia, temos de olhar para a recuperação económica do país, e isso não é só chegar ao que tínhamos em 2019. Temos de recuperar o tempo perdido e de ir mais além”, afirmou o primeiro-ministro.

No Plano de Recuperação e Resiliência poderá estar um dos instrumentos para o reerguer das empresas nacionais em geral. Por isso mesmo, António Costa veio incentivar os empresários portugueses a “preparar as candidaturas ao plano”, até porque irá haver “muito pouco tempo para o executar”, segundo o próprio advertiu. A “bazuca” prevê projetos de 16,6 mil milhões de euros, dos quais 13,9 mil milhões de euros a fundo perdido.

Em paralelo, a dívida pública subiu para 137,3% no primeiro trimestre de 2021 (no período homólogo do ano passado cifrava-se nos 119,2%) e Mário Centeno já disse estar na altura de dar por terminadas as medidas orçamentais provisórias de apoio à crise pandémica. O governador do Banco de Portugal referiu mesmo não ser possível “manter no futuro medidas que foram criadas para serem temporárias”, onde se incluem as moratórias. Os grandes desafios estão a chegar.