O Presidente da República enviou para o parlamento o projeto de decreto que renova o estado de emergência

O Presidente da República enviou para o parlamento o projeto de decreto que renova o estado de emergência em Portugal de 24 de novembro até 08 de dezembro. O objetivo é permitir que se possa continuar a aplicar medidas de contenção da covid-19, medidas que serão decididas pelo executivo.

Numa altura em que os números de novos infetados e de óbitos continuam a aumentar importa debater a pressão exercida por esta situação no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e também no setor do apoio social nomeadamente lares.

Neste contexto, o BPI, JN e TSF, em parceria com a SAGE, realizaram, esta quinta-feira, 19 de Novembro, a terceira Conferência Retomar Portugal dedicada precisamente a estes setores.

Neste debate participou o presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANMSP). Ricardo Mexia defendeu que, não havendo soluções milagrosas, o melhor será articular as medidas que vierem a ser adotadas em três eixos: o comportamento dos cidadãos (uso de máscara, distanciamento físico, higiene das mãos e auto- isolamento em caso de aparecimento de sintomas); na vertente da interrupção das cadeias de transmissão (reforço das unidades de saúde pública) e na vertente dos médicos de família no combate à covid 19 e outras doenças).

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel Lemos, falou da situação vivida nos lares de idosos. O responsável sublinhou a necessidade do Estado investir mais nestas instituições através do aumento da verba de comparticipação por utente de modo a garantir uma melhor oferta de serviços nomeadamente ao nível de recursos humanos.

Presente nesta conferência esteve também Óscar Gaspar. O presidente da Associação Nacional de Hospitalização Privada (ANHP) considerou que o combate à pandemia obriga à articulação entre os setores público, privado e social.

Cláudia Almeida, diretora de marketing de empresas do BPI, sublinha também a palavra Adaptação. A responsável considera que é essencial uma adaptação a um novo normal não só para “achatar a curva da covid 19”, mas também para travar o desemprego gerado pela pandemia.