O Governo está preparado para prolongar os apoios ao emprego

O ministro da Economia admitiu na conferencia Retomar Portugal que, em caso de necessidade, o Governo está preparado para prolongar os apoios ao emprego ao segundo semestre deste ano.

Pedro Siza Vieira lembrou o caráter “temporário desta crise” defendendo que “as empresas estão mal porque não há clientes” e, por isso, “nesta altura o que o Governo quer é continuar a estender apoios que permitam às empresas aguentarem até à recuperação da procura”.
Um anúncio que Paulo Pereira da Silva, presidente executivo da Renova, vê com bons olhos e ao qual acrescenta que a competitividade das empresas passa também por uma aposta na formação e sobretudo na desburocratização.
Presente nesta iniciativa esteve também o administrador do BPI, Pedro Barreto, que considerou que a banca tem tido um papel determinante no apoio à economia nomeadamente ao permitir o prolongamento das moratórias bancarias. Ainda assim, Pedro Barreto revela que este apoio não deve ser perpetuado no tempo em todos os setores.
O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). Luís Castro Henriques, defendeu a necessidade de garantir apoio as empresas exportadoras até que a crise sanitária seja ultrapassada de modo a permitir-lhes regressar aos níveis de competitividade pré – pandémicos. Também a presidente do conselho de administração da Companhia de Seguros de Crédito, Cosec, Celeste Hagatong, defendeu o apoio ás empresas que atuam no mercado externo. A responsável saudou a entrada em vigor dos seguros com garantia do Estado que complementam os das companhias de seguros comerciais, uma medida que tinha terminado no final do ano passado e que entretanto foi retomada.