Diálogo com academias deve aumentar

Elvira Fortunato defende necessidade de diálogo

A ligação entre a investigação no âmbito académico e o mundo empresarial precisa de ser acentuada. Quem o defendeu foi Elvira Fortunato, professora catedrática na Universidade Nova de Lisboa, na conferência do programa Retomar Portugal, realizada ontem. “Há uma falta mútua de comunicação e de conhecimento entre a investigação e as empresas. Nós ainda falamos pouco com as empresas e as empresas falam pouco connosco”, sustentou.

Ainda assim, Elvira Fortunato acredita que o Plano de Recuperação e Resiliência contribuirá para que universidades e empresas entrem “num diálogo muito útil” nos próximos tempos.

No que respeita ainda à conexão entre a esfera académica e o trabalho efetuado pelos empresários, Jorge Portugal, diretor-geral da COTEC, afirmou que se trata de “um problema de longa data”. Tal como Elvira Fortunato, o responsável da COTEC considerou que só será possível haver uma conjugação entre estas duas vertentes “se houver vontade mútua de conhecimento”. Isto porque, acrescentou, “é isso que permite ver os interesses comuns e estabelecer um alinhamento entre o que as universidades podem oferecer e aquilo que são as necessidades que as empresas têm”.

Eduardo Correia, CEO da Taguspark, concordou que “o desenvolvimento económico deve estar o mais próximo possível do desenvolvimento científico”. “Ninguém sabe o que é que o país quer ser quando for grande. Em vez de corrermos atrás do dinheiro, é tempo de pensarmos o que Portugal pode fazer para ser um país rico”, declarou.

Investigadores e empresários têm a ganhar com comunicação de conhecimentos