Apostar no Conhecimento é o caminho para desenvolver o Douro

O Douro e os seus setores do turismo e vitivinícola não escaparam aos efeitos da pandemia, mas ainda assim o problema da região é anterior à crise sanitária e chama-se Desertificação.

Na conferência Retomar Portugal, dedicada à nova realidade do Douro, João Nicolau de Almeida, enólogo da quinta de Monte Xisto considerou mesmo que a desertificação gerou, ao longos dos anos, uma falta de mão de obra qualificada sobretudo no setor da vinha.

Uma situação que foi confirmada também pelo reitor da Universidade de Trás Os Montes e Alto Douro (UTAD). Fontainhas Fernandes defendeu que o plano de investimento, apresentado recentemente pelo governo, deveria privilegiar a aposta no Conhecimento no Interior quer na via da investigação quer na via de criar condições para que surjam mais micro, pequenas e médias empresas em vários setores nomeadamente no turismo e na produção de vinhos.

O presidente da Entidade Regional do Turismo do Porto e do Norte de Portugal acrescentou ainda que a região deveria potenciar a relação com Espanha sobretudo com Leão e Castela uma vez que também elas partilham o rio Douro e também elas possuem paisagens classificadas pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade. Luís Pedro Martins lembrou que essa continuidade já está a ser desenvolvida com a criação da Rota de vinhos Douro-Duero, mas defendeu que é preciso mais e nesse sentido sugeriu o prolongamento da linha ferroviária do Douro para lá de Barca D’Alva até Castela.

O diretor- coordenador do BPI, Miguel Ribeiro, concordou com esta visão integradora do turismo. O responsável lembrou que no Douro as paisagens, os vinhos e a gastronomia formam um todo capaz de proporcionar experiências únicas.