Slide EXPORTAÇÃO 11 DE OUTUBRO | CONFERÊNCIA

As exportações estão a dar sinais positivos, mas ainda não regressaram ao nível pré-pandemia. O futuro dependerá do ritmo da retoma no turismo e atividades conexas e também do impacto que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) possa vir a ter na aceleração dos exportadores de bens ou de serviços. O preço da energia é uma ameaça real para as empresas?

A evolução da economia portuguesa, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB), caiu 8,4% em 2020, recuo superior ao inicialmente previsto, passando a ser o ano com a maior contração económica desde 1995. E a que se deveu esta queda, cuja variação foi atualizada em baixa no dia 23 de Setembro? Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), deveu-se à queda das exportações de bens e serviços de 5,4 pontos percentuais e à redução de 2,6 pontos da despesa de consumo final das famílias.

Depois de uma quebra de 18,6% em 2020, as exportações deverão crescer 10,3% em 2021, saltando ligeiramente mais no próximo ano. Para 2022, o Conselho de Finanças Públicas (CFP) antecipa uma ligeira aceleração no ritmo de crescimento do PIB em volume para 5,1%, que deverá resultar essencialmente de um aumento nas exportações para 10,7% – decorrente da retoma da componente de bens e, em maior escala, da componente de serviços relacionados com turismo e atividades conexas – e na FBCF (investimento) para 7,1%, associado à execução do PRR na economia portuguesa. O CFP alerta, no entanto, para a recuperação mais célere nas exportações de bens e uma retoma mais lenta nas exportações de serviços, em particular naqueles ligados ao turismo e atividades associadas, enquanto subsistirem as restrições às viagens internacionais devido à pandemia.

E o que dizem os números mais recentes de 2021? Como recordou o Forum para a Competitividade, em análise publicada no final de agosto, as exportações, caíram no segundo trimestre de 2021, estando 15,3% abaixo do nível homólogo de 2019. A queda foi de 5,6% nos bens, mas chegou aos 36,1% nos serviços (-36,1%). No 3º trimestre, a recuperação da economia deverá prosseguir, embora três acontecimentos específicos possam ter alguma influência: as eleições legislativas na Alemanha, a proposta de Orçamento do Estado para 2022 e o fim das moratórias bancárias (Setembro).

A importância das exportações para economia nacional é inegável. No primeiro semestre de 2021, com um valor total de 39,7 mil milhões de euros (30,7 mil milhões de euros em bens e 9 mil milhões de euros em serviços), a componente das exportações atingiu um peso no PIB (103,9 mil milhões de euros) de 38,2% (29,5%o em bens e 8,7% em serviços), uma subida de 1,5 pontos percentuais face ao ano completo de 2020.

Ao contrário da maioria dos setores, as vendas da metalurgia e metalomecânica no exterior já superam o registo de 2019. Julho foi o oitavo melhor mês de sempre. Em Setembro, surgiram nuvens negras sobre as empresas: o custo da eletricidade pode aumentar em 2022. A indústria metalúrgica e metalomecânica, o setor com mais peso nas exportações, já veio a terreiro manifestar alguma preocupação. Rafael Campos Pereira, vice-presidente executivo da associação o setor (AIMMAP), sublinha que há empresas que “já estão a sentir uma pressão brutal e estão muito preocupadas com esse aumento brutal dos custos da energia”.

PROGRAMA

10h00 | ABERTURA
Pedro Araujo, Editor-executivo-adjunto do JN
Leonor Ferreira, Jornalista TSF

10h05 | INTERVENÇÕES

Pedro Siza Vieira
Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital

António Saraiva
Presidente da CIP

João Pedro Azevedo
CEO da Amorim Cork Composites

Luís Carlos Alves
Diretor Executivo do Banco BPI

11h20 | QUESTÕES DO PÚBLICO (via WhatsApp)

11h30 | ENCERRAMENTO

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