Slide EDUCAÇÃO Conferência Educação 23 DE JUNHO | CONFERÊNCIA

As diferentes condições de acesso à educação colocam a Portugal um desafio. A pandemia expôs algumas fragilidades em vários níveis de ensino. Ainda há muito por fazer na ligação universidade-empresa? Os nossos convidados vão analisar e discutir diferentes caminhos.

Apenas um em cada três alunos carenciados concluiu o Secundário sem reprovar nem ter negativa nos exames nacionais. Os aspetos positivos são também dignos de nota. Na última década, os gastos médios por aluno nos países da OCDE aumentaram mais de 15%, mas este investimento não se traduziu em grandes melhorias de desempenhos escolares, segundo um relatório da OCDE publicado no final de 2020. A única exceção é precisamente Portugal. O país é mesmo o único que conseguiu que os seus alunos “melhorassem significativamente” os seus conhecimentos ao longo dos anos a Leitura, Matemática e Ciências.

O grande desafio surgiu de forma inesperada. A pandemia revelou a falta de autonomia das crianças e jovens, um papel dos pais na educação eventualmente excessivo e, por outro lado, a dificuldade por parte de muitos professores no que toca às tecnologias. As diferentes condições sociais e até geográficas (redes de comunicações eficazes) evidenciaram as diferentes condições de acesso a um ensino mais digital. Devemos encarar o desafio de uma pandemia temporária como uma oportunidade de mudança definitiva do nosso paradigma? O ensino superior convencional e os cursos técnicos também se depararam com o mesmo tipo de problemas? Ainda há muito por fazer na ligação universidade-empresa? O ensino que está a despontar vai adequar-se às novas profissões do presente e do futuro?

Elísio Estanque, professor e investigador da Faculdade de Economia e Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, lembra que as linhas orientadoras do Plano de Recuperação e Resiliência sugerem um redirecionamento do modelo económico vigente, ao priorizar o digital, o ambiente e o combate às desigualdades. Sabendo-se que o combate às desigualdades possibilita uma democratização dos meios digitais e um sucesso escolar mais inclusivo, são estas as prioridades corretas para Portugal?

PROGRAMA

10h00 | ABERTURA
Pedro Araújo
Editor-executivo-adjunto JN

10h05 | INTERVENÇÕES

Manuel Heitor
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Joaquim Azevedo
Professor da Universidade Católica Portuguesa

António Sousa Pereira
Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas

Artur Santos Silva
Curador da Fundação “la Caixa” em Portugal

MODERAÇÃO
Pedro Araújo, editor-executivo-adjunto JN

11h20 | QUESTÕES DO PÚBLICO (via WhatsApp)

11h30 | ENCERRAMENTO

Ouça aqui:
As metas apontadas pelo Ministro da Ciência e do Ensino Superior para jovens e adultos

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