Slide COMÉRCIO
INTERNACIONAL
25 DE JANEIRO | CONFERÊNCIA

A pandemia de covid-19 criou tensões consideráveis na economia mundial. O choque foi sentido do lado da procura e da oferta, em simultâneo. Portugal entrou recentemente num segundo confinamento mais severo, cenário em que se encontram muitos países seus parceiros comerciais.

Uma eventual evolução favorável, decorrente de um ritmo de vacinação mais elevado, terá um efeito positivo na confiança dos agentes económicos, levando a uma recuperação do consumo privado e do investimento no curto prazo.  O debate sobre os caminhos a seguir no período pós-confinamento ou pós-terceira vaga da pandemia é urgente.

A importância do comércio internacional para a economia de um país alicerça-se em múltiplos fatores. Entre eles está a garantia da venda do excedente de produção nacional, permitindo-se também aos cidadãos nacionais o acesso a bens e serviços com origem no exterior. Para que as empresas localizadas em Portugal possam vender o seu excedente não consumido localmente é necessário que apresentem bons índices de robustez e, sobretudo, que o consumo privado seja robusto nos mercados de destino. A título de exemplo, para que as empresas da fileira do turismo tenham sucesso num futuro próximo, exportando serviços, é necessário que sobrevivam à onda pandémica. O Governo tem garantido que esta crise financeira de origem sanitária não vai criar uma mortalidade empresarial irrecuperável?

O aspeto invulgar da atual pandemia, comparativamente à crise financeira de 2008-09 e que levou a um resgate da economia portuguesa em 2011, é que os mercados clientes de Portugal estão praticamente todos em queda devido à disseminação do SARS-CoV-2. Ao contrário do período da troika (2011-14), os empresários portugueses já não conseguem diversificar mercados, uma vez que estes estão maioritariamente “fechados”. Sem consumidores não há comércio, nacional ou internacional, robusto. Sem receitas, as empresas não investem, não compram a fornecedores próximos ou distantes, não contratam, adiando ou cancelando projetos.

Segundo o último Boletim Económico do Banco de Portugal, em 2020 a economia portuguesa apresentou necessidades líquidas de financiamento face ao exterior. A deterioração da balança corrente e de capital decorre da evolução da balança de bens e serviços e, em particular, da redução do excedente dos serviços relacionados com o turismo. 

Ainda segundo estimativas do Banco de Portugal, as exportações de bens e serviços reduziram-se 20,1% em 2020, embora devam recuperar 9,2% em 2021, 12,9% em 2022 e 6,7% em 2023. O nível pré-crise será alcançado apenas no início de 2023, refletindo a recuperação mais gradual do turismo e dos serviços relacionados.
Contando com a presença do senhor ministro da Economia na última conferência do ciclo Retomar Portugal, no dia 25 de janeiro, o evento online irá aproveitar o ensejo para fazer um balanço da economia portuguesa e dos apoios disponibilizados pelo Governo com vista a uma rápida recuperação da atividade económica.

PROGRAMA

10h00 | ABERTURA

Leonor Ferreira
JORNALISTA TSF

Pedro Araújo
EDITOR-EXECUTIVO-ADJUNTO JN

10h05 | DEBATE

Luís Castro Henriques
PRESIDENTE DA AICEP

Maria Celeste Hagatong
PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA COSEC

Paulo Pereira da Silva
PRESIDENTE  EXECUTIVO DA RENOVA

Pedro Barreto
ADMINISTRADOR DO BANCO BPI

Pedro Siza Vieira
MINISTRO DE ESTADO, DA ECONOMIA E DA TRANSIÇÃO DIGITAL

MODERAÇÃO
Leonor Ferreira
JORNALISTA TSF

Pedro Araújo
EDITOR-EXECUTIVO-ADJUNTO JN

11h20 | QUESTÕES DO PÚBLICO
(via WhatsApp)

11h30 | ENCERRAMENTO